A leitura em família ou na escola estreita os laços. Sentar-se em lugares aconchegantes e, juntos, pais, familiares, professores e alunos, faz com que o desenvolvimento infantil progrida. Em toda leitura há um mundo encantado de histórias, informações, aprendizados e a alegria do conhecimento. Esses momentos se transformam em intimidade, amor familiar, estreitamento de laços com alunos e professores. A contação de histórias existe desde que o ser humano se originou a partir da fala, é brincadeira, é fruição e contato. É mediação entre a infância e o mundo adulto. Todo ser humano gosta de contar histórias. A contação de histórias não deve se transformar em ação de exigência, que possa cair na prova, mas sim, um momento de inteira liberdade, criatividade de ampliação da imaginação, totalmente lúdica. A leitura quando envolvida com afeto e com ludicidade, prazer é a única preocupação. Isso vai provocar a expressão dos sentimentos que, por meio da arte nas suas diferentes expressões, como o desenho, o jogo, o movimento, vai criando formas adequadas de vida adulta. Por meio dos personagens, as pessoas provocam suas próprias catarses, no contato com o medo, o luto, ciúmes, invejas, além de adquirir conceitos diferenciados na construção da autoimagem. Tudo isso acontece pelo teor simbólico.

Como as crianças aprendem por modelagem, por imitação, nas famílias onde os pais lêem mais, as crianças, com poucas exceções, passam a ler por toda a vida. A leitura, como já visto anteriormente, amplia a imaginação, o raciocínio lógico, a criatividade, melhora o desempenho escolar. Há muitas experiências de leitura e contação de histórias para crianças doentes, pois colabora na eliminação do trauma e dos processos doentios emocionais. Acompanhar a criança às livrarias para comprar livros é uma excelente forma de fazer com que eles se habituem à leitura. Ensinar a cuidar dos livros é importante, tanto como também guardar os livros juntos dos brinquedos, que trarão a ideia de que ler é tão prazeroso como brincar.