Em toda empresa há o convívio com diferentes gerações entre os profissionais. O desafio é manter a mesma cultura de gestão, pois são gerações muito diferentes e diferenciadas.

Trata-se de jovens entre 20 a 30 anos, os chamados geração Z, também cognominados de os nascidos digitais, tem pensamentos, ações e comportamentos de forma muito diferente aos mais velhos, que, geralmente são os líderes destes. A verdade é que a palavra de ordem para novas fronteiras de trabalho e de ações, é mudança. Há a necessidade de compreender as rápidas transformações por que passam todas as pessoas, a sociedade e o mundo do trabalho, sabendo-se que o maior desafio é a convivência em todos os parâmetros.

As diferenças de comportamentos podem ser tratadas de forma ao enriquecimento da equipe, ao engajamento, à completude, provocando dentro da empresa o próprio intra-empreendedorismo, além de um novo formato de comunicação empresarial. Isso é imprescindível para que a empresa possa ter menos problemas de convivência e mais resultados práticos e consistentes, em favor da própria empresa. Envolver os funcionários em muitos desafios, oferecendo para eles problemas para serem transformados em soluções, faz com que amadureçam na reflexão e na co-responsabilidade pela empresa, pois essa geração é bastante criativa. Muitas vezes, pode estar num desses funcionários as respostas para muitas ações que farão com que a empresa tenha seu diferencial. Não se faz mais empresas verticais, onde alguns dirigem e os outros obedecem. O empresário inteligente e atualizado sabe que esse processo traz grandes dificuldades com essa geração. Envolver para pensar junto, organizar ações juntos e realizar é uma forma bem adequada de melhorias nos relacionamentos e nos resultados.

Como são profissionais que estão se inserindo no mercado de trabalho, acostumados que estão à rapidez das redes sociais, pensam que tudo na empresa deveria ser da mesma forma. Nesse caso há a importância em equilibrar os elementos, fazendo com que a empresa perceba o que poderá aproveitar nesse sentido em favor dela mesma e passar para esses profissionais a importância de amadurecimento nas idéias, na ação e no relacionamento interpessoal. Há alguns que acham que vão ter altos cargos na empresa com certa rapidez, esquecendo-se de que precisa ser elaborada essa posição. Isso porque essa geração vive constantemente com a comunicação instantânea por meio das redes sociais e querem aplicar essa forma em tudo na vida, inclusive no ambiente do trabalho. Outra característica que os atrapalha é a dificuldade em atender ordens, principalmente se não compreendem porque estão atendendo, precisando nesse sentido, usar de bastante diálogo e reflexões. Penso que a empresa precisa, para seu próprio bem, buscar formas educativas, uma vez que não vai encontrar profissionais prontos no mercado.

É claro que a empresa conta com um grande desafio na gestão de profissionais mais jovens, porque terá que pensar formas novas de gestão, de liderança e de comunicação. Terá que se adequar às mudanças para gerir gerações muito diferenciadas em padrões de comportamento e de conceitos. Verdade é que as gerações anteriores têm a experiência, o conhecimento tácito e implícito, fundamentado em comportamentos consistentes de trabalho em experimentação. E a geração atual precisa aprender com eles. Entretanto, o conhecimento futuro para todos, depende da flexibilidade para continuar aprender a aprender, a partir da saída da zona de conforto, as habilidades técnicas cognitivas e comportamentais. É preciso, segundo Peter Senge, a empresa aprendente, segundo o autor, precisa aprender sempre, modificando os comportamentos, a cultura por meio da reflexão de novos conhecimentos e percepções.

Algumas formas de reter essas gerações na empresa são imprescindíveis, como esclarecer bem para o profissional, na hora da contratação a filosofia, a cultura e as normas da empresa. O profissional quer conhecer tudo e se sentir confortável no seu novo ambiente de trabalho. As gerações mais novas não trabalham só pela remuneração, elas querem mais, querem bom ambiente de trabalho, condições para crescerem na empresa, saber o porquê, o como, o quando e o resultado de todas as ações. Além disso, não aceitam situações mal explicadas, eles querem poder confiar na empresa, nos líderes, nas pessoas. Então os gestores devem conhecer bem seus profissionais, saber o motiva cada um dos grupos, cada um dos profissionais, manter sempre uma comunicação clara e efetiva. Estar próximo do profissional e investir no desenvolvimento deles faz a diferença. Como percebe-se, os líderes devem estar em constante pesquisa, desenvolvimento de sua liderança para dar conta desse desafio.

Magda Vilas-Boas